Ah…Ih…

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Ah, sim…
Confesso sem maiores medos estar com o coração cheio de mágoas, sim, mas de raiva e suor também.

Costumava andar pela cidade com os olhos no alto, um orgulho difuso de quem sabia o que queria e o que faria pela vida afora. Não havia até certo momento visões de sordidez ou pensamentos exasperados da vida sem sentido ou de um mundo tão tedioso e repressor, que apenas os que possuem uma alma aberta entendem.
Há tanto a ser feito pela vida e pelo País afora e ficamos parados, olhando tv´s com falas de pessoas que nada acrescentam, com jogos de poder mais que ridículos, enquanto a vida passa e envelhecemos, sem fugas possíveis, sem sonhos acreditáveis.
Tudo parece velho ou muito velho.

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Um universo de frases feitas, políticos sem nenhum rumo que não ao próprio cadarço, subcelebridades de dar dó. Milhões delas. Uma sensação difusa que o tempo apenas passa, que o piloto automático também correu, fugiu, e nos deixou. Que os canalhas, como parece ter sido por toda a vida, acabaram se amontoando em suas vitórias mofadas e podres, acumulando-se como em pontos somados de vídeo games.
Em uma sociedade sem lideranças e crenças fica um sentimento de tudo ser por dinheiro mesmo, e ficamos nos perguntando se não foi sempre assim, por todo a história, se em algum momento superamos nossa vocação inconteste para a mediocridade e pelo individualismo narcísico mais primário.
Aí sobram as vaidades, o autoritarismo, a ignorância e a prevalência do forte, do poderoso, daquele que tudo quer e pode.
Aos que assim estão no mundo e não entenderam nada, nosso desprezo mais categórico e acachapante.

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Mas para cada talento e boa vontade, cada palavra proferida com a alma, com a sábia convicção dos que são justos e bons, saibam que estaremos juntos. Para cada Bluesman que anda pelas estradas sem trabalho e sem saber como será o amanhã, saiba que nosso ritmo não mudou, os compassos estão sendo contados.

Nossas rimas são mesmo ricas, mas muito difíceis. As letras às vezes são longas, que cantamos crônicas em verdades duras de engolir. O travo no paladar dos poemas sinceros nos embriagam, enquanto matam outros em dores horríveis, insuperáveis. Aos que não leem, que não se emocionam, não ousam, escondem-se por trás de cumprir ordens e mentir de cara lavada, que fogem da vida e das pessoas, que apenas querem a repetição do velho, deste muito velho que nos asfixia, anotem que vocês já estão mortos, que ao menos deste trabalho nos pouparam…

E que Deus se compadeça de suas miseráveis almas…

MANOEL HIGINOFILHO É ECONOMISTA E SÓCIO DA SANTOS & GROSSI CONSULTORIA.

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The Good, The Bad, and… The Kotler

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Phillip Kotler veio ao Brasil no final da década de 90, em evento HSM de alto nível. lançava á época o seu “The Era of Total Competition”, livro que coroava de êxito uma brilhante carreira, aliás, reconhecida em todo o mundo.

Sou dos que admiram ao autor, embora o saiba criticado (às vezes demonizado) por acadêmicos e gente do ofício. Li seus livros, usei-os em salas de aula, no trabalho, como executivo ou consultor, promovi alguns debates sobre seu pensamento e sua visão da matéria, ao meu ver abrangente e lúcida a maior parte do tempo.
Tive então a ventura de poder participar do evento em SP, como dizia, para um dia de trabalho e conferências do autor. Kotler  mostrou ser  o que eu esperava dele: simples, claro, didático. Muito simpático, mas sóbrio em cada observação, um homem elegante e destes sujeitos que a gente se sente á vontade para levar para jantar em casa. (Faço o comentário porque não tenho visto muita gente que gostaria de levar lá em casa.)

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Pois bem…dia inteiro em ambiente de luxo, de organização profissional. Muitas ideias, perguntas, mesmo sabendo dos críticos e detratores do autor, mantive sem esforço minha visão do velho americano. Kotler trata tudo e todos com muita sabedoria, cita autores e os elogia generosamente e sem meias palavras. Critica as tolices que as organizações fazem ao redor do mundo, conta casos com bom humor, tudo com o profissionalismo que os americanos normalmente tratam o trabalho: it´s just my job!

No almoço, minha mesa redonda já reservada, com meu nome e  indicação de cardápio, tive oportunidade de dividir os talheres com executivos de diversos segmentos. Eu era Gerente de Marketing  da Busscar, de Joinville, SC, à época uma das maiores fábricas de ônibus do mundo. Ao meu lado representantes de fábricantes de autos, laboratórios internacionais de medicamentos, marcas gigantes em alimentos e varejo. Mesa grande, umas oito pessoas em ambiente  finamente adornado.

Provoquei uma conversa. _”O que estão achando do evento?” Todos se disseram maravilhados. _”Marketing é algo tão inteligente,  provocativo intelectualmente, e é ao mesmo tempo tão lógico, não é mesmo?” Aí a conversa “pegou”, criando vários comentários, gente falando e mastigando, sorrisos soltos…eu estava agradando, cartões sendo trocados.

Mas eu tinha que estragar tudo, não é mesmo? Emendei…”_Mas sendo assim tão fácil, tão lógico, por que não conseguimos aplicar nas organizações?”

Silêncio…e silêncio…constrangedora falta do que falar.

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E é assim…Marketing em terras Tupiniquins é ainda sinônimo de tribo de poetas, de mentirosos contumazes…ou até de gente que não tem nada melhor a fazer.
As regras, visões, teorias e estudos do Marketing, seus métodos investigativos, sua capacidade de interagir, influir, redefinir, praticamente  toda uma organização, são até, digamos, simples. Exigem convicções, estudo, experiência. É tarefa de (alto) risco, pois nunca temos todas as informações para as decisões que podem mudar toda uma empresa, costumes, custos e lucros. Naquela mesa de almoço das mais agradáveis, em um dia do qual me lembro com saudade até, me deparei novamente, com a miopia que  cobre nossas empresas, nosso País.
Entender a matéria, suas interações, suas formas de ação e criação, são apenas a ponta de um profundo iceberg.

O desafio aos profissionais e empresas é outro: como tornar tudo isto factível, transformando este conhecimento em ação efetiva, coletiva e vitoriosa. Isto sem falar em como egos e guerras pelo poder, rotineiramente, destroem carreiras e boas ideias.

A mesa permaneceu em silêncio.
Ninguém (de fora) imagina como é difícil!

MANOEL HIGINO FILHO É ECONOMISTA E SÓCIO DA “SANTOS & GROSSI CONSULTORIA”.

 

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Marketing Tropical?

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Fora da tomada na maior parte do tempo.

Quando comecei a trabalhar com Marketing corria o ano da graça de 1980! Não sabia ao certo o que era. Ninguém sabia por aqui. Temo que (quase) ninguém saiba até hoje.
Fui trabalhar ainda trainee em uma companhia de petróleo, uma aventura para mim naqueles dias, depois de concurso que me levou a disputa acirrada com competidores das maiores universidades.

Estava orgulhoso.
Eu me encantei por aquele negócio, sua organização, seu pioneirismo. Passados todos estes anos, com a profissão de “marqueteiro” ora glamourizada, ora sinônimo de picaretagem, mentira e falta de caráter, concluo que não avançamos muito.
Para começar a palavrinha não tem tradução. Assim é preciso explicar a cada encontro ou aula de universidade do que se trata, com definições meio chatas e sem graça. Em episódio de “Os Normais” (lembram-se? Hilário!) acontece fato hilariante. Vani, personagem de Fernanda Torres, pergunta ao noivo Rui, qual era a sua profissão, pois irão se encontrar com os pais dela e eles não sabem, afinal, do que ele vive. Aí ele informa que trabalha com Marketing.

Surge o caos, ela não sabe o que é, os pais não entendem…

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“Custava você ter uma profissão normal, como professor, advogado?!” Esbravejava!
Vani, convenhamos, nunca foi primor de inteligência, mas será honesto admitir que pouca gente, mas muito pouca mesmo, sabe o que é o tal do Marketing e para o quê serve. Definições são muito chatas, como dizia, mas será uma bela provocação minha afirmar que a verdadeira função da empresa é fazer Marketing, o resto é custo… a gente tolera. Feito o comentário absolutamente antipático e arrogante, fica a certeza que, mais uma vez, não sabemos que diabos será esta tal matéria.

Marketing é como certos filmes, muito comentado, mas pouco assistido.

Trata da organização da empresa em todos os seus níveis, garantindo que a proposta da Organização, aquela em que se acredita que seja realmente competente, se expresse, se traduza aos clientes durante o período em que eles, os clientes, estão em contato com a empresa em questão.

 

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“As mudanças acontecem (Mas não para mim).”

Definições agora importam pouco.

O Marketing, de alguma maneira, está em crise, não no Brasil, onde sequer existe de forma consistente, mas no resto do mundo. As técnicas de atração e manutenção de clientes se esgotam. Tudo pode ser copiado muito rapidamente. O que é novidade hoje vira coisa velha em meses. Os custos explodem! Lembro que no meio da década de 90 a chamada mídia alternativa atraia nossos olhares como solução em custos. Hoje tudo é mídia, tudo é caro, todo mundo copia todo mundo mais como pastiche que, propriamente, expressão da cultura e proposta da Organização.
Dentro das empresas brasileiras prevalece ainda o esforço sobre vendas.

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Se algo vai mal, se os números são ruins, tome chibatas em gerentes de vendas e vendedores. Vendedores e correlatos são, então, trocados em tal velocidade que parecem moscas, tal a brevidade de seus ciclos de vida.
Uma vez um grande estudioso de Marketing, americano, é claro, veio ao Brasil e veio conhecer as empresas Tupiniquins. Ficou encantado, “são primitivas, é muito divertidas”.

Não, não são divertidas… Estamos tão atrasados que às vezes me assusto. Sim, ainda consigo me assustar, quem diria.

Acredito que, em resumo, estamos em limiar de uma era mais complexa de relações com pessoas e mercados. Não sei ao certo como será o Marketing praticado por aqui, no passo em que avança não há razões para muitas comemorações.
Creio, no entanto, que a empresa de sucesso será aquela que assegurar aos seus clientes uma boa experiência de convívio e reputação. Não se trata destas coisas comezinhas de análise de produto, milhares de pesquisas e definições de por onde se irá driblar a percepção do consumidor.

É justamente o contrário.

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A empresa de sucesso será capaz de prometer pouco, mas quando o cliente estiver fazendo negócios com ela, estará tendo uma boa experiência, criando em sua mente uma boa reputação.
Mas estamos longe disto, ainda prevalecem os produtos, a publicidade aos gritos, péssimo atendimento e produtos ruins. A Internet avança, livra os consumidores de maus atendimentos e vendedores sem preparo.

De quebra cria novos hábitos e assistimos ao fim de muitas profissões!

Quem sobreviver… verá!

MANOEL HIGINO S. FILHO É ECONOMISTA, CONSULTOR DA SANTOS & GROSSI CONSULTORIA.

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Nós…

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Alguém que escreve está sempre atento ao seu entorno. Observa, toma conta da realidade como vigia. Vivemos dias terríveis, de completa desmoralização, quando o País retoma sua trajetória de pouco amor próprio, de tristezas e estórias comoventes de pessoas sofrendo com todo este estado de coisas.
Mas nesta semana que passou deparei me com duas situações muito curiosas, que dão a temperatura de como vamos como sociedade.

O sempre simpático jornalista apresentador do Jornal Hoje, Evaristo Costa, anunciou que deixaria o Jornal da hora do almoço, e mais, que deixaria o Brasil para algo parecido com um ano sabático. Choveram mensagens e notícias nos sites sobre a decisão do locutor global. E, de fato, semanas depois, ele se despediu e foi embora.
O que me chamou a atenção é que ao chegar à Inglaterra, a esposa declarou à Imprensa sem maiores pudores, que: “_ estamos livres daquele hospício!”

Boa definição que tinha me escapado. Aliás, por aqui quando a coisa vai mal em uma empresa ou algo parecido, existe mesmo esta piada, do hospício, do circo, daquilo em que se travestem as organizações quando perdem o rumo.

Confesso que senti ponta de inveja da Sra. Amália (ah, este é o nome da esposa do Evaristo) porque gostaria, em minhas fantasias ao menos, de poder falar o mesmo. Ela é afortunada, tem a chance de sair do que sobrou do Brasil com família, economias, e ir a um dos meus lugares favoritos, o Reino Unido, que conheço da História e das artes.
Na mesma semana estava em situação cotidiana de corredor de prédio, meu amigo e vizinho pediu me rápido favor por estar carregando embrulhos e caixas. Fez uma piada com a velha propaganda “venha a terra de Marlboro!”.
O filho dele, de apenas dez anos, emendou: aqui só se for terra de “b****”.

Meu Deus! Até o menino já estava deprimido!

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O complexo de vira-latas que temos vem de longe, Nelson Rodrigues, sempre ele, denunciou que precisaríamos nos livrar dele por várias razões, acendendo o debate sobre nosso amor próprio ferido e de nosso complexo de inferioridade.
Estas ideias vão longe, não quero me alongar, mas a verdade é que nos debatemos entre o ufanismo mais leviano e a sensação de eterna derrota.
Às vezes temos arroubos de grandiosidade, a maior ponte, somos donos das mulheres mais bonitas, Deus é brasileiro (esta é a melhor, convenhamos) e o mundo de tempos em tempos curva-se ante nossas conquistas e alegria incontida do país tropical, abençoado e tudo o mais.
Em situações de vexames incontestes, como a derrota para a Alemanha, (hoje sob suspeição) tornamo-nos bipolares, com raiva e vergonha de tudo.
Em meio a uma crise total, sem confiar em ninguém, sem dinheiro, empregos, futuro, sonhos, esperanças, fico pensando que sendo cético como sou, as pessoas de bem devem estar imersas em sofrimentos inconfessáveis. Ruas vazias, bares de luzes amareladas, os bairros e prédios estão sem bandeiras, sem algo que caracterize algum traço de real e espontânea alegria.

Imaginem, se um garoto de dez anos já acha que está tudo uma coisa horrorosa, como andarão aqueles que entendem melhor o País que desmoronou diante de nossos olhos?
Somos Nação bipolar, é fato, mas parece que o tranco dos desgraçados últimos governos, a corrupção instalada sem poder ser comparada a nada pelo o que já passamos, a vida dura, o choro e a indignação de muitos estão mudando as coisas. Boa parte da classe média ou foi embora ou está salvando seus filhos. Consulados andam cheios há tempos para processos de cidadania.

Perdemos o encanto, a inocência, o futuro.
O que há de diferente nesta crise absurda é que ela parece ter a capacidade de mudar tudo, até nosso olhar sobre a vida e seus limites, como foi nas guerras em outros continentes.

O Brasil nunca mais será o mesmo.
Nunca mais seremos como fomos.

MANOEL HIGINO ESCREVE PARA O BLOG ÀS TERÇAS E QUINTAS. OBRIGADO POR VISITAR E DIVULGAR…

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Oito Dias Por Semana!

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O sempre talentoso diretor de cinema Ron Howard voltou ao tema mais importante do século XX: The Beatles.
Com o nome de Eight Days a Week: The Touring Years 1963-1966, o diretor organiza a essência daqueles anos, quando os quatro meninos ainda guardavam o brilho da juventude, quebrando todos os tabus e regras do show bizz por apenas uma razão: eram tão talentosos que nada os impediria.

 

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O diretor Howard e dois dos homenageados.

 

Eu pude assistir ao filme e fiquei pensando antes de começar a apresentação, o que poderá ser visto que ainda não foi comentado, especulado, insinuado… O filme por aqui não recebeu atenção alguma! (Com o tempo a gente se acostuma.)
Eles foram os caras mais vasculhados e endeusados de nossos tempos. São bilhões de fotos, filmes e reportagens, livros em filas, homenagens, artigos… Como este pobrezinho aqui…

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Poderá haver a IIGG que supere algo assim tão fenomenal no século passado, mas, bolas, eram apenas músicos, que vieram de bairros populares de Liverpool e se tornaram o maior mito musical de todos os tempos.

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Sempre que a banda é o assunto, fico imaginando como chegaram lá. Mas depois de algumas canções tocadas no estéreo em casa em certo volume, depois de sentar com amigos e relembrarmos aqueles dias, acabamos nos dando conta que eram gênios absolutos, que deixaram o maior repertório de boas canções de todos os tempos.
Schubert fez música de qualidade e a maioria era de alto nível, Mozart, claro! Mas Lennon, McCartney, Harrison & Starr foram além, deram vozes a nós, formas de expressarmos e criarmos nossos mundos e poesias. Criaram perto de 300 canções memoráveis em discos espetaculares que outras gerações ainda ouvem e adoram. Não consigo pensar em alguém que tenha produzido tanto em tão pouco tempo.
O filme é um documentário de ótimo nível, especialmente por ser muito digno, honesto e retratando o que vale a pena ser revisitado.

 

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Martin foi maestro e arranjador brilhante, de quebra, tinha jeito de galã de cinema inglês.

 

Ele nos relembra como George Martin foi importante, como era educado e generoso, além de ter influenciado e organizado a profusão de ideias dos primeiros discos. Neil Aspinall, pouco lembrado hoje em dia, foi decisivo para dar estrutura e profissionalismo ao grupo. Mas foi Brian Epstein que criou tudo. Rico, gay e de incrível faro para negócios, criou o “produto” Beatles, mas nem mesmo ele controlou tudo depois que a bomba da Beatlemania explodiu.

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Há depoimentos de Paul e Ringo recentes. Foram montadas antigas entrevistas de John e George. Atores e músicos falam de seus tempos de fãs jovens, da loucura que a época produziu.

Para quem não viveu a grande fase Beatle, imagino, será difícil entender magnitude do que foi criado. Antes deles o maior ídolo era Elvis. Convenhamos, ele era um boneco na mão do sistema. Não compunha. Tocava mal. Falava apenas o que lhe diziam para falar. Era solitário, canastrão, acabou em shows em Vegas e eu não consigo imaginar pior destino a um roqueiro.
Mas “eles” tinham senso de humor, eram inteligentes e muito, falavam o que queriam, riam deles mesmos, não sabiam, mesmo depois de anos de estrada, da importância que tinham e teriam pelo resto dos tempos.

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Eight Days a Week é mais que mera homenagem ou registro, é quase uma construção de estrada, quando e onde fazemos paradas para reunir os amigos e seus feitos, cantarmos e contarmos estórias que sabemos de cor, que emocionam e nos aproximam de alguma forma.
Apesar de tantos méritos e de registrar algumas opiniões e visões que nunca haviam sido ditas, relembra que a banda passou por muitos maus momentos, de ameaças e pressões inimagináveis na carreira. As pessoas enlouqueciam por causa da maior banda do mundo. E não era apenas pela música vibrante e nova, criativa e genial, mas também pela personalidade de seus integrantes, carisma, empolgação…

Eram os Beatles!

Eles criaram as melhores canções já escritas, tocaram Rock de qualidade, apontaram caminhos e ideias novas, fizeram de Sgt Peppers o melhor disco de todos os tempos, trouxeram Paul para se tornar o maior músico do mundo. Tudo neles parece (e é) grandioso, espetacular.

Deus tinha dado a eles… Talento.
Acreditem, por favor, não há muito mais disto por aí.

MANOEL HIGINO FILHO É ECONOMISTA E CONSULTOR DE EMPRESAS. PUBLICOU O ARTIGO COM ATRASO PORQUE A CEMIG CORTOU A LUZ DO BAIRRO PARA REPAROS. EITA!

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Meu Brasil Brasileiro

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Um ex-colega de trabalho ligou na semana. Simpático e sem nos vermos há bom tempo, queria, como fazem os amigos, saber da vida, das novidades, mas antes, do Blog. Comentou que até há pouco tempo o bloguinho era mais presente em temas de política e economia, e que de tempos para cá, estes pareciam um pouco ausentes.
A conversa seguiu, mas depois de algum tempo percebi que o amigo, desempregado e ainda sem perspectivas, havia caído na realidade de nossos dias, tristes dias, eu diria.
Depois fiquei com a impressão de que ele queria, tão somente, uma palavra de alento, um ânimo para seguir em frente, que a coisa vai mal mesmo.

Quem lê o blog há mais tempo sabe que não sou otimista, nem politicamente correto. Não acredito em felicidade, tema que foi comentado aqui algumas vezes. Pessimismo puro não me cai bem, mesmo porque, confesso, das previsões que fui fazendo aqui ao longo dos anos, criticadas às vezes por serem algo sombrias, errei muitas para pior! Traduzindo: a realidade confirmou que o futuro foi ainda pior que minha capacidade de desenhá-lo!

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E agora?

As pessoas que conheço, ou sobre as quais leio e me informo, parecem perdidas entre um cansaço difuso e enorme, entre a indignação e a revolta pura. Ninguém mais dá conta de tantas más notícias, de gente desonesta, de ser levado a pagar a conta da incompetência ou da corrupção deslavada, pura e simplesmente.
O Brasil não tem jeito. Quanto mais nos convencermos que as pessoas, políticos e elites, poderão ser trocadas, mas o sistemão permanecerá, mais seremos capazes de entender em profundidade o buraco em que caímos, bem como os atores que nos jogaram nele.
Estamos no pior dos mundos. Quem pode e é mais jovem que eu, vai embora. Não posso culpa-los. Portugal já recebeu 400 mil imigrantes nos últimos anos, brasileiros lideram com folga as estatísticas. Chegam lá e comentam pontos frugais, cotidianos da felicidade de terem saído daqui: há segurança, o sistema educacional é gratuito e de boa qualidade, o sistema de saúde funciona. Simples assim. Os amigos que se foram não me escrevem contando que puderam, finalmente, comprar um carro esporte ou uma vila cara na praia. Estamos tão mal que o simples, o básico, já nos deixa contentes!

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Conseguimos ao passar dos anos, especialmente depois dos desgraçados governos de esquerda, nos tornarmos os piores em tudo. Matamos mais, morremos mais de doenças e tiros, a Nação é formada por gente burra e despreparada, com analfabetismo funcional em mais de 55,0% dos patrícios. Nossos índices de produtividade, que eram baixos, estão estagnados há 15 anos! Gastos com saúde aos cacarecos. Dívida interna em 70,0% do PIB! 40,0% deste PIB, que já foi de alguma monta, estão indo para o Estado em forma de impostos. Milhões e milhões de desempregados. E o que falar sobre o Rio? Como pudemos chegar a isto? Sempre me pergunto angustiado.
Gerar riqueza de que forma?

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Futuro…
A rigor não temos. Não podemos atualmente sonhar ao menos com dias melhores.
Trocar políticos é boa ideia, mas o sistemão continuará.
Melhores alternativas estão ao lado de um Estado menor e mais eficiente, e, é claro, mais barato. Instituições fortes e mais ágeis e com severa vigilância de seus atos. Respeito e cumprimento inarredável à Lei. Democracia aberta, séria, respeitada, com estrito respeito aos direitos civis. Foco em Educação. Reforma do Estado, seja na sua estrutura, em seus conceitos diretores, seja em seu ordenamento jurídico e eleitoral, seja nos focos de investimento e desenvolvimento.

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É bom começo.

Mas daqui a um ano, ou dez, estaremos conversando sobre os mesmos temas sem termos saído do lugar. Reformas não virão, nem sombra delas.
O Brasil tornou-se caso de morte anunciada.
É muito triste.
Eu sinto muito…

MANOEL HIGINO FILHO É ECONOMISTA E CONSULTOR DE EMPRESAS. ESCREVE ARTIGOS NOVOS ÀS TERÇAS E QUINTAS. OBRIGADO AOS AMIGOS QUE SEMPRE DIVULGAM E O ACOMPANHAM.

 

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A Vida De Brian!

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Mr. Simpatia, Brian Johnson!

Ele é baixinho, tem apenas 1,65 m de altura, seu nome é Brian Johnson, tendo nascido em Gateshead, em 5 de Outubro de 1947. É cantor e compositor britânico. Antes que tudo isto soe como uma charada, vamos ao ponto: desde 1980 ele é o vocalista de uma das bandas de Rock mais queridas de todos os tempos: AC/DC.
A carreira de Brian vem de longe, e já em 1972, ele tornou-se um dos membros fundadores da banda de glam rock, Geordie. Depois de algumas gravações avulsas que se tornaram sucesso, chegaram ao Top 10 no Reino Unido com “All Because Of You” (1973). A banda terminou em 1978 e foi reestruturada por Brian em 1980. Mas ao acabarem de assinar um novo contrato com a gravadora, e Brian, vejam só, foi convidado para o ensaio do AC/DC, cujo vocalista, Bon Scott, havia falecido em Fevereiro de 1980. A história é conhecida e já foi repetida centenas de vezes.

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Após a morte de Bon Scott, Brian Johnson, então, assume os vocais do AC/DC (Angus Young, Malcolm Young, Cliff Williams e Phil Rudd) estreando com a banda em maio daquele ano. Na audição da banda Brian cantou as canções “Whole Lotta Rosie” (AC/DC) e “Nutbush City Limits” (Ike & Tina Turner). Alguns dias depois, a banda anunciou que Brian seria o novo vocalista do AC/DC. Após alguns shows, a banda grava, nas ilhas Bahamas, o álbum Back in Black, quem se lembra? Considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. (O disco se transformou em tal sucesso comercial, que vendeu mais de 51 milhões de cópias, perdendo apenas para Thriller, de Michael Jackson.)
Sempre de boné, uma de suas marcas registradas pelos palcos, Brian escreveu canções, cantou pelo mundo afora, esteve a frente da mais que amada e cultuada AC/DC, por anos e anos.

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Com um Rolls Royce 1921 e um dos descendentes dos fundadores. Muita emoção.

Mas a vida prega peças e…
Brian Johnson acabou afastado (temporariamente?) do AC/DC após os médicos comprovarem que ele poderia perder a audição se prosseguisse com as turnês. Ele já sofria com problemas auditivos desde seu transtorno com um carro de corrida. Em suma, ele poderia até gravar em estúdios, mas não mais se apresentar com PA´s (amplificadores de sistemas de palco e frente) abertos, onde a pressão sonora é muito forte!

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Mas dizem que Deus fecha uma porta e abre uma janela.
Brian deu início a um programa de TV que todos deveriam assistir e gravar! “Carros Alucinantes” retrata o baixinho pelo mundo afora dirigindo, visitando fábricas e corridas, autódromos e pessoas famosas do mundo dos automóveis.
O que queria destacar hoje, e de certa forma homenagear, é esta lado da extrema simpatia do cantor, sua humildade, sua generosidade por onde passe.
Foi ao mais antigo autódromo de seu País e respeitosamente, desajeitadamente até, ajoelhou-se e beijou o asfalto velho e esburacado da pista.

Lindo gesto pela sua sinceridade. Brian ri de si mesmo, elogia e abraça amigos e ídolos do passado. Quando esteve na Rolls Royce deixou os olhos cheios de lágrimas pelo orgulho de ser inglês e por ser parte daquele patrimônio que a Marca representa.
Não há muitos Brian Jhonson por aí. Todos são tão estrelinhas e cheios de egos. Eis porque a AC/DC é tão amada, destituída de egos inflados e que foge das pessoas. Brian parece ser a síntese deste espírito, das almas que fazem coisas pela vida porque amam o que fazem, e aos que fazem melhor que elas próprias.

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Confesso que não perco um programa sequer, é impossível. É divertido, as piadas que faz são muito boas, Brian é amante de carros como eu, ama ao Rock como eu e tanta gente que admiro, mas antes de qualquer gosto pessoal, é apaixonado, sincero, generoso com tudo e todos.
Agora ele estreou nos EUA (abril) um novo show de TV com os grandes do Rock, que entrevista e narra carreiras e vidas pessoais. Robert Plant já esteve com ele.

Queria conhecer o cara!

Certamente é um daqueles que admiro e que, certamente, tem vida mais divertida que a maioria de nós.

MANOEL HIGINO FILHO É ECONOMISTA, CONSULTOR DE EMPRESAS, ADORA ROCK, BLUES, CARROS CHEIOS DE CILINDROS E POTÊNCIA… MAIS POLITICAMENTE INCORRETO… É DIFÍCIL.

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Procurando Niro

 

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O que De Niro foi fazer neste filme?!

 

Quando pensamos em cinema americanos e seus grandes atores, ao menos entre os que ainda estão vivos, bem entendido, de cara lembramo-nos, de pronto mesmo, de três grandes… Jack Nicholson, Al Pacino e Robert De Niro. Bob, como dizem que gosta de ser chamado, é de fato ícone do cinema. Com carreira recheada de sucessos e desempenhos memoráveis como The Ranging Bull, Cassino, The Good Fellas… O cara é demais!
Ou era?!
Na semana passada as TV´s a cabo exibiram uma coisa chamada “Tirando o Atraso”, ou Dirty Grandpa, algo como vovô safado, se pudéssemos traduzir.
Consegui assistir por uns 20 minutos a um festival de grosserias, texto pobre, enredo sem atrativos…
De Niro, ao lado de Zac Efron, vive avô e neto. Ele caba de ficar viúvo e chama o neto para uma viagem, ou algo assim, não há importância se não for. O velho quer farrear, tirar o tempo perdido depois de, segundo ele, ter passado décadas sem sexo ou diversão. No fundo, mesmo que de forma superficial, ele está feliz ou aliviado pela morte da esposa. O neto, vivido por Zak, é o escada, o chato que cria situações para humor e fazer o filme surfar.

Não surfa, é péssimo.

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Para que se avalie o grau do besteirol grosseiro que criaram, na cena da primeira aparição do Bob, ele está se masturbando freneticamente diante da TV.
Não acreditei. Bem, ninguém acreditaria mesmo. Uma coisa é tornar a carreira de filmes dramáticos para as comédias, muita gente fez isto, mas isto?!
De Niro tinha feito o deliciosa Máfia no Divã, ao lado do impagável Billy Crystal, sucesso mundial que mudou as trajetórias de ambos no cinema. Mas enquanto o pequeno e genial Crystal hoje escreve livros infantis, virou avô e está encantado com a nova vida, Niro parece ter perdido o rumo de vez!

Fico me perguntado pelas motivações que levariam a esta guinada ao mau gosto puro por parte do grande ator. Dinheiro ele tem muito. Prestígio nem se fala, e esta coisa não daria alento algum neste particular… Não há outros atores de peso na produção, de modo que nada parece poder justificar tanta baboseira. Diversão? Convenhamos, fazer filmes de mau gosto não parece ser algo divertido.

Niro filmou com atores de peso, até mesmo Brando! Foi dirigido por gente do nível de Scorsese!

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De qualquer forma, feito o desabafo, ficamos na mesma. Um blogueiro apaixonado por cinema em país perdido de terceiro mundo, sem ter onde cair morto, criticando um ator milionário ganhador de Oscars e fortunas.
Nem percam seus tempos conferindo este filme horrível pelo menos por uma única razão:
O filme é mesmo… Horrível!

MANOEL HIGINO É ECONOMISTA E CONSULTOR DE EMPRESAS. ESCREVE PARA O BLOG ÀS TERÇAS E QUINTAS. OBRIGADO POR LER E DIVULGAR.

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Vender e Comprar: Difícil!

 

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Não se entusiasme, vendas e compras boas, só nos cartoons!

 

O tempo, passa, mas, algumas coisas neste pobre País nunca mudam. Se pudesse reunir todo o tempo em que passei estudando, discutindo e/ou treinando as organizações que tinham departamentos de vendas, daria alguma coisa perto de uma vida.
O cenário destes tempos, ainda que incerto, é que estamos andando para trás.
Nesta semana que passou um amigo interessou-se, em uma cidade de porte médio em que mora em Minas, por um veículo importado. Pouco rodado e de preço atraente, tão logo o encontrou em anúncio e fotos na Internet, ligou ao estabelecimento.
A menina que o atendeu ao telefone pediu um tempo para localizar o carro no sistema, ele ficou ouvindo as musiquinhas com alguma expectativa, e passados alguns bons minutos teve a resposta:
_”Senhor, obrigado por aguardar, este veículo já foi vendido. Obrigado por ligar”. E desligou o telefone!

 

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Cena de ficção 1: vendedor atencioso e com sorriso.

 

É tão absurdo, que, sequer comentarei. Ela não queria saber da questão do cliente, apenas informou que o carro não estava mais lá, e pronto!
Ontem, eu mesmo, depois de tentativas frustradas em receber sinal decente da Net para uma prometida velocidade de 60 Mega, fiz contato com o CRM para voltar ao primeiro plano na empresa, de apenas 15, por uma razão simples, ele fora o único que funcionara a contento por mais de um ano. Os seguintes sequer alcançavam os 15 anteriores. (Sim, acreditem).

 

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Cena de ficção 2: vendedor explica dados técnicos a clientes atentos.

 

A atendente, muito educada e solicita, mudou o plano sem questionar nada. Mesmo que dissesse que pagava por 60 Mega, e mesmo quando eram 30, jamais tinha recebido tais velocidades, seguiu com o down grade de serviços. Fiquei pensando que ela já deveria saber que tudo era uma falácia ou nem se dispôs a solucionar o caso. Eu sou o cliente, queria tão somente pagar pelo o que efetivamente recebia, expliquei.
Inútil.
Melhor assim, pensei.
Hoje fui a um supermercado (o espanhol Dia) atraído por ofertas de produtos que uso em casa regularmente. É rede nova, eu nunca havia estado lá. Achei que seria bom momento para conhecer. Atendimento amador, as ofertas só estariam disponíveis no dia seguinte… Além de perder a caminhada, tempo e me expor ao pequeno desgaste, sequer encontrei informações entre produtos e preços com facilidade. Produtos amontoados nas prateleiras misturavam-se a etiquetas de preços.

Um desalento.

A menina do Caixa demorou a achar preços, digitou ao final números de código errados. Os valores, que segundo a comunicação preço/produto da empresa, era as grandes atrações, francamente, não eram tão atraentes assim.

 

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Incrível: todos sabem, aparentemente, como vender!

 

São apenas citações de três casos, três meros exemplos, mas convenhamos, suficientes para retomarmos o tema. Eis porque as pessoas crescentemente preferem ir à Web, para evitar deslocamentos, chateações, e, principalmente, vendedores.
Fico preocupado, às vezes angustiado, com esta situação. O pessoal de vendas costumava ser a alegria das empresas, com casos a contar, relações sólidas com clientes que eram, de fato, fiéis. Boa vontade, flexibilidade, interesse pelos problemas dos clientes, eram atributos da boa conduta e profissionalismo dos vendedores, com os quais convivi por anos a fio, seja como executivo ou em projetos de Consultoria.

 

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Cena de ficção 3: clientes felizes fazendo compras com atendimento de bom nível.

 

Do jeito que está, e não estou dramatizando, não haverá como manter estruturas de vendas dentro de tanto despreparo, de gerentes que pouco podem, amarrados a fórmulas prontas e com pouca capacidade de negociar e atender, modernamente, aos clientes bem informados deste século.
Os vendedores ainda atendem aos clientes dentro de bases voltadas aos seus interesses, sob pressão imensa de seus superiores, com treinamento de má qualidade ou, simplesmente, inexistente.

 

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O mundo das Vendas e dos vendedores anda difícil.

 

As Organizações estão voltadas aos seus próprios problemas, tratando mal aos públicos, sem exceção, interno e… Externo, os tais cliente, lembram-se?
Muitas questões a serem repensadas e geridas, mas como está, não tenho dúvidas sobre o futuro que se desenha no horizonte…

Fechamento de lojas físicas, demissões sem retorno, despersonalização nos atendimentos, crescente infidelidade às Marcas, cenário de crises em looping nos setores, mais pressão e depressão junto às pessoas.
Uau, não é pouca coisa.
Valha-me Deus!

MANOEL HIGINO É ECONOMISTA E CONSULTOR EMPRESARIAL, ESPECIALISTA EM MKT E VENDAS. ELE ANDA CANSADO DE TANTOS ATENDIMENTOS RUINS…

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O Fim dos Automóveis…

 

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O fim dos carros de verdade está próximo.

 

Bomba!
Quem haveria de dizer que leria, com naturalidade (e algum descaso) uma notícia como esta:
Enquanto no Brasil os carros híbridos e elétricos ainda são uma novidade e peças raras pelas ruas, a Europa quer dar mais um (largo) passo no caminho para diminuir ou acabar com os veículos a combustão. Desta vez, a França prometeu que irá acabar com as vendas de carros a gasolina ou diesel até 2040.
O comunicado é de Nicolas Hulot, ministro da ecologia da França. Com isso, ele quer dar incentivos ao uso e compra de modelos elétricos pelos próximos anos em busca de uma diminuição dos níveis de emissão de poluentes do país. Esta é apenas uma das 23 medidas que Hulot colocará em prática nos próximos cinco anos de mandato de Emmanuel Macron, recém-eleito presidente.

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Não são boas novas para que ama automóveis.
Somos bem poucos, é verdade. Calculo pela experiência de pesquisas anteriores que os amantes de autos são, por alto, cerca de 7,0% dos consumidores.
A notícia que vem da Europa soma-se à iniciativa da Baidu, chinesa da área de TI, de criar automóveis e sistemas pelo país que andem sozinhos. A ideia é mais ou menos a que todos do ramo estão estudando há alguns anos, um automóvel que tenha controle quase total para se deslocar, sem acidentes ou cansaços em excesso aos motoristas e ocupantes dos veículos.
A Google está indo por caminho semelhante, preocupando indústrias e deverá causar algum furor ainda.
Os automóveis que são fabricados hoje em dia são tediosos, muito parecidos, com motores pequenos, não raro com algo em torno de três míseros cilindros. Com baixa potência, carters que mal cabem três litros de óleo, leves, aerodinâmicos e com pouco gasto de combustível, são o que poderia ser rotulado de “politicamente corretos”, mas mesmo por isto mesmo, são chatos de dar dó.
Nós amantes de reais automóveis estamos t´~ao cansados destas coisinhas descartáveis que estamos procurando velhos carros para restaurar. Eles não foram desenhados por computadores, são algo mais pesados e gastam mais. Mas tem alma, ronco masculino que nos permite expressão dos viajantes que somos, e que, perdão, nunca deixaremos de ser.
Ainda hoje na TV uma modelo internacional disse ao impagável Jay Leno que olha muito para os carros que os homens têm. Mas que os que a impressionam são os homens que dirigem carros clássicos.

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Bingo.
Estes são os carros que empolgam. Têm charme, design único, inspirações e conceitos bem mais definidos.
Como está o mercado de autos é uma chatice sem fim. Leis que determinam o que pode ser gasto, quanto pode sair de CO2 no escapamento e um monte de limitações em custo de produção, aquisição e manutenção, tornaram os nossos antes amados carros, em brinquedos descartáveis em no máximo alguns anos.
Dinossauros do asfalto?!
Quero crer que sim…
Viramos, nós e os carros, peças nada ilustres de museu?
Hmmm… Pode ser, viu?!

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Mas ninguém poderá entender o amor que temos pelos carros, suas histórias, motores roncando, de grades que aprecem cortar o asfalto de viagens intermináveis ao som do Rcok e dos blues que tanto amamos.
Não é pedir muito, é?!
Deveríamos estabelecer acordos entre gente que usa carros e os que amam apaixonadamente aos automóveis queridos. Seria útil, seria civilizado… Mas estas fantasias estão com dias contados.
Os automóveis não são mais ícones de consumo da garotada.
Eles preferem games e telas com joy sticks.
O automóvel que antes era ícone virou bandido, mau elemento da turma de anjos ecológicos.
Aos novos bastam meios de locomoção, chegar, apenas.

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Triste.
Eis porque em todo o mundo os amantes das quatro rodas ( e das duas também, sejamos justos) os verdadeiros estradeiros com mãos de graxa, que entendem de motores de ciclos de pistões alternativos estão em muitos programas de TV. Há tantos deles!
Assistimos a todos, ou quase!
É o fim de uma era, seremos, ou já somos, os heróis da resistência.
Os carros potentes e de design de pura arte estão quase no fim.
Nós também.
Mas não se entusiasmem ou cantem vitórias antes da hora, muita poeira de asfalto ainda voará antes de nosso inevitável final…
Fiquem com os carrinhos sem graça e sem mais nada… Foi tudo que lhes restou.

MANOEL HIGINO FILHO É ECONOMISTA E CONSULTOR DE EMPRESAS. É LOUCO POR AUTOS DESDE CRIANÇA…OUTRO DINOSSAURO.

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